Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

De uma auréola de fogo se trata.

De um jogo ardente se refere.

De um qualquer fetiche pirómano e doentio se baseia.

Não sei de onde vem este fogo.

Não sei como vim parar a este círculo ardente, de como estou enclausurada entre as labaredas sufocantes deste incêndio.

Incêndio inodoro, incêndio incolor.

Incêndio todo ele total e absolutamente doloroso.

Como é que algo que não se vê queima?

Como é que algo tão fascinante se torna numa masmorra de nós mesmos?

Como é que uma dor tão profunda pode provir de uma corrente tão ténue de águas límpidas?

Águas que não molham, águas secas pelo incêndio interior.

Águas que parecem águas, mas que não são águas.

Correntes de lava que de água se formam e em fogo terminam.

Lava, magma, incêndio, fogo.

Água, correntes, molhada, seca.

Antagonismo, metáfora, analogia.

Medo, receio, dúvida.

Tristeza, magia, sonho.

E assim se volta ao circuito de água e fogo.

Á queimada interior, ás correntes de água límpida.

Ao enclausuramento das almas, ao apodrecimento do que somos.

 



publicado por Janinha às 12:07
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