Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

São tenazes que me queimam a pele

São feridas que me ferem a alma

Impotente e embriagada

Inoculo o sangue, o pús e a lágrima

 

Sou aquela que o sonho perdeu

Que desfez a coragem e que morreu

Albergo UMA de entre tantas miragens

A fonte da minha loucura, o meu eu.

 

Sou feita de falhas, acertos e estrias

Sou feita do que me mordeu

Sou a irmã, a mãe e as crias

Daquilo que em mim cresceu

 

 Volta, não me abandones

 

Incapaz e desorientada

Grito uma prece cantada

Narro uma acção inacabada

Aguardo por ti esperançada

 

Vejo-te algures

Admiro-te algures

Eu sei que em mim habitas

Que apenas por mim gritas

  

Não te encontro, é tarde

Não é tarde, é cedo

É a fuga, é o crime, é o tudo

É o consolidar do medo

 

Volta, não me abandones

 

Nunca te foste, nunca partiste

És a força do futuro e dos crentes

És o SONHO, as tenazes ardentes

 

 

 

 

 

 



publicado por Janinha às 19:49
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